31/07/2006
Videogame do bem

Videogame atrofia cérebros, come criancinhas e é coisa do demônio? Não mais. Agora surge outra onda no mercado de videogames: criar jogos para o bem. Além de acumular pontos, a meta do jogador é ensinar e fazer o bem. A revista americana Newsweek dessa semana traz uma interessante reportagem
(clique aqui) sobre os novos jogos como Squeezed. Desenvolvido por estudantes da universidade de Denver, o jogador é um sapo com uma família e uma comunidade para apoiar em um país distante. A idéia é desenvolver a consciência social. O sapo que trabalha na fazenda é uma clara alusão aos imigrantes que vivem nos EUA. Boa parte latinos trabalha em plantações de frutas. Outro jogo que será lançado é A Force More Powerful, o jogo planeja ensinar métodos não violentos de influenciar governos. Se serão sucessos de venda? Pouco provável, mas já é um começo.

(Guilherme Ravache)

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31/07/2006

Google ou não Google? Eis a questão



O Google ainda é o melhor mecanismo de busca da internet. Mas as empresas da web perceberam que graças aos anúncios pagos essa se tornou a parte mais lucrativa do negócio. Agora Yahoo, MSN e companhias menores estão investindo milhões de dólares para encontrar soluções mais eficientes do que a encontrada pelo Google para localizar páginas. Sergey Brin e Larry Page, os fundadores do Google, revolucionaram os sistemas de busca ao criar o algorítmo PageRank, que basicamente avaliava os links nas páginas de internet e conferia a eles uma hierarquia. Ou seja, quanto mais links em uma página, mais alto ela aparece na sua busca. Mas novas abordagens estão sendo tentadas. Veja como cada um planeja ser o rei da busca:

Google
No que apostam
Temos os melhores cérebros, logo, somos os melhores. E precisamos de algo mais?
Contra
A Microsoft pensava assim
A favor
Eles realmente são bons (além de ricos)


YahooSearch
No que apostam
É o maior portal da internet com 400 milhões de usuários. Aposta nos usuários para criar tags (etiquetas) dizendo o quanto uma página é boa. Assim criariam um ranking humano para as páginas.
Contra
Pode facilitar a manipulação por empresas que vendem serviços para “turbinar” páginas na internet. E com bilhões de páginas como existe atualmente é difícil analisar todas.
A favor
Wikipédia, YouTube e quase tudo na internet já mostrou a força que pessoas desinteressadas podem ter ao trabalhar em torno de uma causa comum na web

MSN Search
No que apostam
O mecanismo da Microsoft aposto no novo sistema Live com diversos serviços online, inclusive o de busca incorporados em um grande pacote
Contra
Dinossauros não tem como ponto forte inovadores. E outra, alguém ainda quer o Explorer, Windows e produtos em grandes pacotes em tempos de Firefox, Linux e Web 2.0?
A favor
Tem o peso do grupo da Microsoft e bilhões de dólares para investir, tudo fica em um mesmo lugar, como no Windows

Ask.com
No que apostam
Em um ranking por temas. As páginas são separadas por temas e os algorítmos criariam uma hierarquia de páginas por temas.
Contra
Podem se aproveitar da antipatia que o Google está criando e as grandes companhias como MSN já são alvo para se tornar uma alternativa inteligente - e melhor - como o Linux ou o Mac. O problema é que a exemplo do Linux e do Mac podem ficar limitados a um público restrito (por favor, defensores do Linux, eu adoro o programa, mas é fato que o Windows e o PC são maioria)
A favor
Com uma estrutura menor, mais ágil e menos comprometida a empresa pode ser mais ágil na criação e inovação de produtos como o Google já foi. Atualmente o Ask.com é o mecanismo de busca que mais cresce nos Estados Unidos.

Davi X Golias
Existem ainda pequenas empresas investindo na criação de mecanismos de busca. Dois exemplos são:
Clusty.com
SNAP.com

Quem vai vencer? Difícil dizer. Mecanismos de busca exigem computadores com capacidade de bilhões de cálculos por segundo e mesmo com o barateamento de equipamentos eletrônicos supercomputadores ainda são caros. Mas como a turma do YouTube e do Google já provaram, nada vale mais do que uma boa idéia.

(Guilherme Ravache)

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31/07/2006
Lost in Translation


O editor-executivo de ÉPOCA João Gabriel de Lima está em Washington e não consegue voltar ao Brasil por causa da crise da Varig. Enviou à redação o seguinte email, relatando a já kafkiana saga para retornar ao Brasil (e por favor, não reparem na acentuação inexistente: usar teclado estrangeiro é sempre difícil):
"Passei o dia no aeroporto. Hoje e amanhan nem lista de espera. A Varig mandou passageiros demais para a United endossar e eles nao estao dando conta -- calhou tb com a volta das ferias. A proxima vaga soh dia 7 de agosto, e consegui uma lista de espera para quarta dia 2. Mantive a reserva de dia 2 e, depois de muito reclamar no guiche, consegui tambem o seguinte para garantir: Na quinta de manhan dia 3 pego um voo para Miami pela United. Fico no aeroporto o dia inteiro e embarco no fim do dia para SP pela American Airlines, que topou fazer o endosso. Isso siginifica que viajo quarta ou quinta -- quarta se der a lista, quinta se tudo mais falhar. Os caras da United e da American garantiram que nesse negocio de quinta nao tem como dar overbook, estou com os dois tickets na mao e inclusive com os assentos marcados."
Daqui, estamos torcendo para que o João Gabriel consiga embarcar e volte logo à redação. Boa viagem! E haja paciência!

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30/07/2006
Roberto Carlos cantante



Infelizmente já não dá mais tempo de mudar a capa da revista. "Parem as rotativas", me imaginei dizendo quando encontrei este vídeo de Roberto Carlos no Youtube. Eu procurava o clipe de RC vestido de Carlitos, mas quando se digita "Roberto Carlos" o que dá são os gols do lateral da seleção. Então, juntei, não sei por que cargas d'água, a palavra cantante (cantor em espanhol) à busca. O único resultado é este, nosso querido símbolo romântico ao lado de Vicente Fernández, cantor mexicano e usuário de sombreiros.
Com closes de spaghetti western (a inspiração de Sergio Leone está em cada tomada), cavalos e éguas em profusão, o vídeo é um clássico instantâneo. Certamente não estava nos planos de Roberto Carlos que este itinerário duvidoso (Cachoeiro-México) voltasse a ser feito. Para descobrir quem é Vicente, só mesmo recorrendo à Wikipedia: o cantor nasceu em 1940 e é considerado o expoente máximo da canção rancheira mexicana; também fica ótimo de bigodes e tem olhar frio de vilão empedernido.
Estamos preparando para Mente Aberta um especial com apresentações ou clipes esquecidos que os artistas gostariam que permanecesse assim. Queremos material incrível, tipo Zezé di Camargo tocando Green Day ou Gilberto Gil fazendo samba em sueco. É difícil, mas há de se ter esperança. Alguém aí conhece mais algum vídeo assim?

(Marcelo Zorzanelli)

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28/07/2006
Aqui é mais divertido

Casa de Roberto Carlos em Cachoeiro de Itapemirim Foto: Marcelo Zorzanelli

O canal a cabo Bravo está apresentando nos Estados Unidos o reality show Tabloid Wars sobre os bastidores da guerra de dois tablóides de Nova York. As câmeras acompanham os jornalistas do New York Daily News na redação e na apuração de pautas na rua. O programa é comportado e os jornalistas mais parecem fiscais do imposto de renda. Talvez o público ande tão desconfiado da imprensa que nem é preciso fazer uma emocionante edição como no Big Brother para torná-los vilões. Mas tivesse a equipe do canal Bravo vindo para o Brasil encontraria material mais interessante. O repórter de Cultura de Época, Marcelo Zorzanelli, por exemplo, nesse momento (quase duas horas da manhã) está com os olhos cheios de lágrimas ouvindo (e ele ouve alto, faz todos os presentes ouvirem também) Roberto Carlos cantando Meu Pequeno Cachoeiro. Assim como o Rei Roberto e o escritor Rubem Braga, Zorza (o cachoeirense) é de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo e nesse instante foi acometido por banzo, aquela incontrolável saudade das raízes. Um outro jornalista presente disse: “fosse Paris eu até entenderia, mas Cachoeiro?”

(Guilherme Ravache)

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28/07/2006
Alguém se habilita?

Na lista de DVDs mais vendidos que será publicada na revista Época dessa semana, P.U.L.S.E., do Pink Floyd, está em primeiro lugar. Em segundo, RBD, com Live in Hollywood. Meu colega de redação, Alan Lino, comentou: “Como dois gêneros tão diferentes podem disputar o primeiro lugar?” Além da explicação mais óbvia de que os públicos estão cada vez mais diversificados e o nichos ganham espaço, não encontrei uma boa teoria para explicar o duelo Pink Floyd X RBD. Mas o fenômeno é curioso. Você tem alguma explicação para o fato? Aceito sugestões em gravache@edglobo.com.br. Se a tese for boa, publico aqui. Quase esqueci, Xuxa, O Show ao Vivo, é o terceiro DVD mais vendido.

(Guilherme Ravache)

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27/07/2006
Astro mata 60,000 por ano

A Organização Mundial de Saúde divulgou nesta quinta-feira, dia 27, um relatório sobre doenças de pele. Nele, constata que as mazelas associadas à exposição exagerada ao sol - em sua maioria o câncer de pele - matam mais 60 mil pessoas por ano no mundo. Os raios solares também causam ensolação, envelhecimento precoce e catarata. Apesar de serem necessários para a boa saúde, os banhos de sol devem respeitar algumas regras. Basicamente, deve-se evitar as longas exposições e optar pelos horários onde o sol só faz bem: antes das 10h e depois das 16h. O relatório também recomenda o uso de filtro solar fator 15 em todos os dias, até nos nublados.

(Marcelo Zorzanelli)

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23/07/2006
Tem guerra?
(Crônica)


Dizem que a guerra voltou a acontecer no Oriente Médio. Está em todo lugar, a guerra. As pessoas começam a falar e se olham diferente porque subitamente falam de um negócio sério. A hora é grave, senhores, na fila da padaria ou nas rodas de bar, porque ganhamos aí, sem esforço, a chance de viver um momento histórico. Se se espalhar, a guerra vai destruir pessoas, famílias, cidades e países. Essa gente morre por causa dos tiros e bombas que saem dos fuzis e tanques das pessoas que estão em guerra. Às vezes nem isso, morrem a morte de cada dia, mas entram na conta porque, bem, estão na hora errada no lugar errado. Mas o pior jeito de morrer é, sem sombra de dúvida, estar em casa vendo televisão e morrer porque alguém passou atirando. Isso ninguém suporta. Então, no meio da agitação, a pessoa rapidamente escolhe entre morrer neutro ou lutar com o que estiver pela frente, seja um toco de pau ou uma pedra angulosa. Nós, os comentaristas via satélite, (todos nós, não estou dizendo que faço parte de um grupo de pensadores credenciados), temos apenas uma idéia pálida sobre que acontece lá. Por isso, eu me recuso a falar sobre conflitos armados sem ter ido ao tal lugar ou sequer tomado um tiro. E recomendo a todos que também não falem.
Logo ali, uma semana antes de engatilharem este assunto, foi publicado que Albert Einstein descobriu, entre outras coisas, a dor-de-cabeça conjugal. Ele foi um ótimo amante, dizem as cartas de sua mulher, e ainda se aplicou em aventuras com uma boa meia-dúzia de damas, além de uma espiã russa. Eu não saberia evitar uma espiã russa. O rosto branco, o cheiro de vodca nos dedos das luvas de seda, a boca ressecada de frio mas viva de batom vermelho. Einstein foi quem criou caminho para a bomba atômica, a maior arma disparada em guerras até hoje. Dizem que ele odiava o que haviam feito com a sua invenção. Dizem que chorou. Mas nem por isso deixou de fazer o que faz todo homem com seu tempo livre: procurou seduzir o maior número de mulheres que lhe fosse possível ao mesmo tempo. Fica aí o exemplo. Há prioridades neste mundo.
O texto que me trouxe a este raciocínio que, infelizmente, pouco parece um raciocínio porque é frouxo e até agora não disse a que veio, foi um título no site do jornal americano The New York Times. Venho tentando ser jornalista há um bom tempo, e me sinto cada vez mais confuso. Então, o que é muito natural, me aproximo dos grandes jornais ou revistas com fascínio. O Times escreveu que "As forças de Israel vão mais fundo no Líbano". Podiam ter escrito qualquer coisa, mas a esta hora não escreveram qualquer coisa. É a guerra forçando os homens a escrever um pouco melhor. O contrário do que estou fazendo aqui, sempre incompleto, um mau pai que deixa gestos no ar ao invés de saber o final que vai dar à prosa. Em uma palavra, "fundo", o Times disse tudo. É uma guerra, pessoas vão morrer e nada será resolvido. Israel e Líbano estão se afundando. Nem um tango argentino vai transformar a dor em algo mais bonito, mesmo porque judeus e libaneses não têm o tango, e porque o tango executado nas tricheiras perde a sua característica amplitude de movimento, o que o faz mais muito bonito e desfrutável. A dor será só a dor, e o buraco afundará. O buraco afundará.


Marcelo Zorzanelli

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29/06/2006
Como fazer uma nevasca dentro de casa



A Microsoft anunciou em primeira mão que sua primeira linha de webcams para PCs chega ao Brasil na segunda quinzena de julho. A grande novidade é a integração da câmera com o Windows Live Messenger, última versão do comunicador instantâneo usado por 205 milhões de internautas no mundo. Com a câmera, o usuário pode escolher como deseja ser visto pelos colegas que estão conectadas a ele. Pode, por exempo, aparecer com neve caindo sobre ele, com balãozinho de pensamento ou com fundo de praia. Elas chegam com o nome VX-3000 e VX-6000, R$ 249 e R$ 399 respectivamente, preço sugerido.

(Luciana Vicária)

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26/06/2006
Paris Hilton em Sexo Vende - Parte 2



Depois de ficar famosa fazendo sexo num vídeo caseiro, Paris Hilton se lança como cantora simulando sexo na praia. Para divulgar a música “Stars Are Blind” ela rolou na areia com Lucas Babin, o ator americano que fez papel de peão gringo na novela América. Justiça seja feita: a loira, herdeira dos hotéis Hilton, montou um império independente da família. Tem casas noturnas, produtos com sua marca e um reality show na TV. E, mais importante, se tornou uma celebridade. Agora, ataca de cantora pop. O ritmo é o reggae e a voz são os agudos de Paris. A decepção (dos fãs) é o excesso de roupa. A canção - sensual como os cachos loiros de Paris sobre seu corpo bronzedo - está no tom certo. A intérprete, que não precisa de testemunhas para comprovar sua posição liberal, parece à vontade. Sobre Babin, identificado na imprensa americana como "modelo anônimo", ela comentou: "Lucas tem bom hálito".

(Guilherme Ravache e Marcelo Zorzanelli)

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23/06/2006
Super Mario Fighter

Quem, perdido de frustração, nunca quis usar as habilidades do personagem de um game dentro de outro? Neste vídeo, M Bison (o último chefe de Street Fighter), quebra algumas regras do mundo de Super Mario - mas faz com muita classe. Imperdível.
(Marcelo Zorzanelli)

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23/06/2006
Explicando a nostalgia de Carros


Há exatos 50 anos o presidente americano Dwight Eisenhower assinou o Federal-Aid Highway Act. O projeto garantia grandes investimentos governamentais na construção de uma rede nacional de auto-estradas. No filme Carros, que estréia dia 30 de junho no Brasil, um dos temas principais são as grandes estradas interestaduais dos EUA. Elas provocaram o desaparecimento de cidades que ficavam à beira das velhas estradas, como Radiator Springs a cidade fictícia do filme cortada pela Rota 66. A meta principal da lei de Eisenhower era a segurança, porque as grandes estradas facilitavam o deslocamento de comboios militares e grandes mísseis. Um dos efeitos da mudança foi o crescimento do entusiasmo dos americanos por viagens mais longas e a mudança dos moradores para os subúrbios, uma vez que as interestaduais poupavam tempo no acesso aos centros. Hoje, isso pode mudar com o preço da gasolina nas alturas (quase US$ 3 o galão, o que equivale 3,78 litros). A indústria automobilística americana também passa por sua pior crise por conta de fundos de pensão mal administrados. Visto assim o filme parece uma nostálgica despedida da era dos grandes carros na América.

(Guilherme Ravache)

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22/06/2006
O apito da questão

O sitema de comunicação entre árbitros e auxiliares, talvez a maior novidade na Copa do Mundo de 2006, levantou uma dúvida. Como ficariam os ouvidos dos auxiliares após um jogo inteiro ouvindo apito captado assim de tão perto?
Segundo uma matéria do site da BBC, o sistema é "push-to-talk". Funciona como um rádio amador comum. O microfone só capta o som com o apertar de um botão. Na matéria, há até a foto de um juiz com a mão sobre o fio do dispositivo (
clique aqui para ler).
O risco é o juiz esquecer o botão apertado e apitar. Não se espante se um auxiliar levar as mãos aos ouvidos com uma expressão de dor.

(Marcelo Zorzanelli)

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22/06/2006
E se todos os chineses fossem ao cinema ao mesmo tempo?

Não é só na fabricação de eletrônicos e balança comercial que a China ameaça os EUA. O país comunista já tem a maior platéia do mundo. Foram 1,43 bilhão de espectadores em 2005, contra 1,4 bilhão nos EUA e 500 milhões na Índia. O Brasíl é o 14º colocado com 89,7 milhões. Não por acaso os estúdios americanos estão negociando parcerias com produtoras chinesas. Já o governo da China anda preocupa com o crescente número de cineastas querendo falar de questões sociais no país.

(Guilherme Ravache)

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21/06/2006
Redescobrindo o Amazonas

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Octa), uma entidade que junta todos os países unidos pela Floresta Amazônica, promoverá uma expedição histórica. Quarenta e cinco jovens estudantes de escolas públicas e privadas vão percorrer a mesma rota do espanhol Francisco de Orellana. Ele foi o primeiro homem branco a percorrer o rio Amazonas, desde as nascentes do Solimões, nos Andes, até a foz. A expedição de Orellana, entre 1541 e 1542, é virou uma narrativa épica entitulada “Relación del nuevo descubrimiento del famoso río Grande que descubrió por muy gran ventura el capitán Francisco de Orellana” (Relação do novo descobrimento do famoso rio Grande que foi descoberto por grande sorte pelo capitão Francisco de Orellana).
O roteiro, que começa no Equador, passa pelo Peru e termina no Brasil, será explorado por alunos que foram selecionados por apresentarem os melhores trabalhos relacionados à Amazônia. Eles são de diversas nacionalidades como Venezuela, Suriname, Guiana, Peru, Equador, Colômbia, Guiana Francesa, Bolívia e Brasil. Os estudantes serão orientados por 27 professores. Os alunos partem para a aventura dia 24 de junho, no sábado próximo. A Octa tem a intenção de apresentar a Amazônia aos estudantes para que eles compreendam melhor as particularidades e os problemas da região. No final da expedição, após 34 dias, todo material recolhido será transformado em documentários, programas de televisão, CD-ROMs, livros e artigos.

Paula Protazio

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19/06/2006
Flagrante de desmatamento




As fotos deste post flagram o processo de desmatamento irregular em uma das áreas mais importantes de Mata Atlântica em Santa Catarina. A denúncia é do pesquisador Germano Woehl Jr, do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade (www.ra-bugio.org.br). Os proprietários derrubam árvores e queimam o mato para o plantio de pinus dentro de uma área que, segundo a lei, é de preservação permanente. A área fica bem acima do Parque Nacional da Serra do Itajaí, recém-criado. Segundo Woehl, esses desmatamentos aumentam o fluxo de água das chuvas para os rios da bacia do Itajaí-Açu, que corta a cidade de Blumenau. “A retirada dessa cobertura florestal pode aumentar as enchentes em Blumenau”, afirma Woehl.

Alexandre Mansur

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19/06/2006
Trailer de The Legend of Zelda: Twilight Princess



Zelda, o segundo game mais famoso da Nintendo (só perde para o Mario) ganha sua primeira versão para o novo console Wii.
O vídeo de Twilight Princess foi divulgado durante a E3 2006, a maior feira de videogames do mundo. O novo Zelda será lançado em novembro para GameCube e logo depois, com algumas alterações, para a nova plataforma. O joystick em forma de controle remoto será aproveitado para facilitar os movimentos do game.
Os atrasos para o lançamento, que acumulam mais de um ano, foram explicados por Satoru Iwata, presidente da Nintendo, como resultado do esforço para fazer um game "que não poderá ser julgado numa escala de 0 a 100%, mas de 0 a 120%".
(Marcelo Zorzanelli)

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19/06/2006
Presos usam Playstation para ver filmes 'sujos'


Como nos EUA o problema dos celulares nas prisões simplesmente não existe, os detentos de lá matam o tempo com outras atividades. Que tal um mercado negro de filmes adultos?

Como o acesso direto a este tipo de filme é proibido, a alternativa encontrada foi enviá-los às cadeias disfarçados de game. Na prisão de Wakefield os presos assistem a filmes pornográficos usando as capacidades de DVD player do Playstation 2 da Sony. O diretor da prisão, Dave Thompson, disse ao jornal The Yorkshire Evening Post que nenhum game será tolerado de agora em diante. Pior para quem usava o game para se divertir de forma mais, digamos, tradicional.

(Marcelo Zorzanelli)

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13/06/2006
Sepultura perde seu último Cavalera

A banda de heavy metal
Sepultura, fundada em 1984 em Belo Horizonte, é um dos grupos brasileiros de maior prestígio no exterior. Iggor Cavelera, baterista da formação original, comunicou à imprensa ontem que não faz mais parte do grupo. Seu irmão já havia se afastado em 1998.

"Acredito que a minha missão no Sepultura tenha chegado ao fim", disse Iggor em comunicado oficial. "Tenho muito orgulho de tudo o que fizemos, mas hoje sinto que o formato da banda já não atende mais às minhas expectativas como músico e como pessoa. Desde a minha última turnê na Europa em dezembro de 2004, percebi que as minhas idéias já não batiam com as do resto da banda"

A mistura de sons tribais e guitarras distorcidas no disco Roots, de 1996, trouxe à banda mineira fama e venda de milhares de discos pelo mundo. Max e Iggor, irmãos e fundadores da banda, cantaram em inglês desde os primeiros ensaios. A banda agora só conta com dois integrantes brasileiros. O guitarrista Andreas Kisser, de São José dos Campos, e Paulo Xisto Jr., contrabaixista mineiro da formação original.
(Marcelo Zorzanelli)

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12/06/2006
'Quero reunir a Tropicália'

Arnaldo Baptista, líder dos Mutantes, fala à ÉPOCA sobre a reunião da banda, 30 anos após o fim, no centro cultural Barbican, em Londres, onde está acontecendo uma mostra sobre a Tropicália



ÉPOCA - Os
vídeos do show no Barbican no mês de maio são emocionantes.
ARNALDO BAPTISTA - Foi incrível. Eu, num sentido que antigamente eu trabalhava de vigia da companhia telefônica, sonhava com uma vida boa. Minha mãe já tinha dado concerto na Europa com uma orquestra, meu pai já tinha falado com Winston Churchill. Mas eu estava no ginásio e ficava imaginando: “o que eu vou fazer da vida?”. Então, de repente, me vi em Londres com aqueles [alto-] falantes JCL 18 polegadas. Foi muito bonito.

ÉPOCA - Quanto tempo vocês ensaiaram para o som ficar daquele jeito?
ARNALDO BAPTISTA - Foi um tempo relativamente breve, tanto que eu raramente sei o nome de todo mundo que toca comigo. Tem bastante gente, mais de 10 pessoas. Lembro que uma vez eu ouvi um conjunto que me deixou impressionadíssimo. Foi o Queen. Era tanta gente tocando ao mesmo tempo, mas de um jeito que dava para ouvir, entender, e era gostoso... Fiquei até com inveja. Mas agora a gente conseguiu se aproximar bem disso.

ÉPOCA - Mas, Arnaldo, exatamente quanto tempo vocês ensaiaram?
ARNALDO BAPTISTA - É uma questão de eu não saber exatamente a data, mas foi coisa de um mês ou dois. Para sair de um estado para o outro no Brasil é como se a gente fosse da França pra Bélgica. Então o Serginho [Sérgio Baptista, seu irmão, guitarrista dos Mutantes] mora no Rio, e eu tinha que viajar até lá, ficar em hotel. Nesse sentido, estou convidando o Sérgio para vir aqui em casa porque tenho uns auto-falantes novos, bipolares, que alcançam abaixo de 13, isto é, emissão subsônica. Se a gente conseguir colocar isso num show, vai ficar melhor ainda. Quero evoluir junto a eles. Eu tenho algumas opiniões contrárias, eles também, mas concordamos em muita coisa... Podemos tirar algo frutífero daí, creio eu.

ÉPOCA - Tipo o quê?
ARNALDO BAPTISTA - Vamos fazer seis shows nos Estados Unidos.

ÉPOCA - E por aqui?
ARNALDO BAPTISTA - A gente demorou muito tempo para se apresentar, até que o Aluísio, nosso empresário, arranjou estes shows lá fora, no sentido de pagar passagem, equipamento e transporte caríssimos. Então eu acho que depois de todos estes shows a gente pode chegar aqui no Brasil muito melhor. A gente pensou áté em coisas grandiosas no futuro. Reunir a Tropicália num megashow, gente como Gil, Caetano, mas isso é um sonho que está para lá de Bagdá.

ÉPOCA - Você já falou com eles dois?
ARNALDO BAPTISTA - Sim, a gente está conversando com empresários e cogitando a respeito de como e onde fazer.

ÉPOCA - Como foi tocar rock em Londres?
ARNALDO BAPTISTA - As pessoas que eu endeusava aqui no Brasil, como o Jack Bruce, contrabaixista do Cream, Tony Kaye, organista do Yes Album, tocaram no mesmo lugar onde eu toquei. Poderiam até estar presentes no show. Então eu, que me comparava com Jet Black e The Feevers, fui comparado a outra coisa.

ÉPOCA - Em Londres, o que mais impressionou você?
ARNALDO BAPTISTA - Estão fazendo um filme a meu respeito. Eles me filmavam dando autógrafo em Londres, e eu nunca passei por isso.

ÉPOCA - A imagem era ruim, por isso não dá para ver exatamente quem fez o solo de “Ando Meio Desligado”. Quem era?
ARNALDO BAPTISTA - Era o Sérgio, pode crer. Ele está fazendo maravilhas com a guitarra. Ele agora consegue, com a câmara de eco, efeitos que se parecem com aquele motor de máquina de costura do tempo dos Mutantes. Estamos nos entendendo cada vez mais.

(Marcelo Zorzanelli)li)

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Renata Leal

Repórter de ciência e tecnologia da Época, mas costuma escrever também sobre esporte, comportamento e pequenos animais fofos. Troca HD de notebook, não consegue ouvir todas as músicas que baixa e acredita que tv a cabo é coisa de velho (bom mesmo é torrent!). Até hoje nunca calibrou o estepe de seu carro, mas seu HD é desfragmentado duas vezes por semana.

Fabio Sabba
Editor de fotografia e sósia do Elvis Presley, Sr. Sabba (como gosta de ser chamado, mas ninguém liga) mexe com computadores desde a mais tenra idade. Tem saudades do Apple II e do N-Gage. Não consegue dormir enquanto não termina um jogo. Joga Tetris com os olhos fechados desde 1993. Quando não treina kung-fu cinco vezes por semana, pensa em mudar para o Canadá e virar lenhador. Odeia Star Trek e acredita que o Han atirou primeiro.
 
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